O TropeirismoTropeiros eram condutores de tropas de gado ou mulas que atravessavam extensas áreas transportando gado e outras mercadorias. Os percursos podiam durar várias semanas e envolver desde o Sul e Sudeste Brasil até o Uruguai, Paraguai e a Argentina. Essa atividade existiu desde o século 17 até início do século 20. A partir do século 18, pequenos povoados começaram a surgir ao longo do trajeto das tropas, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil, quando os tropeiros paravam para trocar mercadorias e onde o gado podia pastar. O comércio nesses povoados desenvolvia-se naturalmente para atender as tropas, ao mesmo tempo em que os tropeiros levavam e traziam mercadorias para esses povoados. O tropeirismo prestou, assim, importante contribuição ao desenvolvimento das regiões por onde passavam e foi responsável pela integração econômica e cultural entre muitas regiões longínquas do Brasil Colônia. Era parte da vida da zona rural e de pequenas cidades, como era Curitiba até o século 19. Veja o Parque dos Tropeiros► |
Os
habitantes primitivos de Curitiba eram principalmente grupos indígenas das
famílias lingüísticas Jê e Tupi-Guarani. Esses grupos incluíam os Kaingang,
Xokleng e Tingüi.
Portugueses chegaram em busca de ouro no século 17 e tornaram-se predominantes na região. Até o século 18, a maioria dos habitantes da vila de Curitiba eram portugueses, espanhóis, índios ou mestiços. Nessa época, os tropeiros contribuíam, em grande parte, para o estilo de vida da vila.
Nos séculos 18 e 19, os escravos índios passaram a ser substituídos pelos escravos africanos, principalmente para o trabalho em lavouras. Em Curitiba, alguns escravos africanos eram utilizados em serviços domésticos e nessa época representavam uma parcela expressiva da população da cidade. Conta-se que se podia ouvir cantos africanos à noite, no largo do mercado municipal.
Com a chegada da família real ao Brasil, em 1808, e a abertura dos portos, iniciou-se oficialmente o processo de imigração estrangeira no Brasil de propósito colonizador. D. Pedro I incentivou a vinda de imigrantes europeus para que povoassem e desenvolvessem as zonas rurais do Brasil. Buscava-se, também, evitar invasões de países vizinhos nessas regiões, principalmente no sul do País.
Em Curitiba, a imigração de intuito colonizador remonta ao início do século 19, com a chegada de famílias alemães. A partir de 1867, estabeleceram-se 35 núcleos coloniais de imigrantes em terras dos campos de Curitiba. A maior parte eram italianos, ucranianos e poloneses. Havia, também, muitos imigrantes, austríacos, suíços, holandeses, franceses e russos.
A intensa imigração européia promoveu um novo ritmo de crescimento em Curitiba. Influenciou os hábitos e a cultura local. Curitiba tornou-se uma importante região agrícola. Hoje, a maior parte da população de Curitiba, cerca de 1,6 milhão de habitantes, descende desses imigrantes.

No início do século 20 chegaram os imigrantes orientais: principalmente japoneses, sírios e libaneses.
Índios, garimpeiros portugueses e espanhóis, escravos africanos, tropeiros, imigrantes e brasileiros vindos de outros estados, proporcionam a Curitiba uma riqueza étnica e cultural importante e diversificada. Raramente encontrada em outras partes do Planeta.
Essa multiplicidade cultural pode ser hoje percebida na diversidade arquitetônica da cidade, na gastronomia variada dos restaurantes, nos eventos culturais e na variedade de cultos e religiões em Curitiba.





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