Herdeiros da Cultura Africana em Curitiba

 

Até o início do século 19, os curitibanos eram basicamente descendentes de índios, portugueses e africanos. A partir dos anos 1820, imigrantes europeus começaram a chegar em todo o Brasil, convidados por D. Pedro II. Os novos habitantes trouxeram seus costumes, tradições e esperanças, dando um novo ritmo de crescimento ao País, inclusive no Paraná.

Os escravos negros chegaram em Curitiba a partir do século 17. No final do século 18 eles já somavam várias centenas, enquanto a população total da cidade era inferior a cinco mil.

No início do século 19, estima-se que a população de pretos e pardos em Curitiba era superior a 40%.

No período da América Lusitana, os portugueses incentivavam a fundação de irmandades negras católicas e a construção de igrejas especialmente para os negros. Em Curitiba, foi fundada a irmandade negra de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito.

 

Curitiba

 

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no coração do Centro Histórico de Curitiba. Fundada por uma irmandade negra, em 1737, no mesmo ano da Igreja da Ordem. Alguns membros da antiga irmandade foram enterrados no templo, cedido aos jesuítas em 1951.

 

Ao contrário dos imigrantes europeus que receberam em doação terras agricultáveis para que começassem uma vida nova no Brasil, os escravos foram libertados em 1888, sem receberem qualquer assistência oficial para iniciarem suas novas vidas. Isso tornou-se um problema social na época, com reflexos nos dias atuais.

O Censo de 2010 verificou que o Brasil não é mais um país com predominância da população branca. A população negra aumenta percentualmente a cada ano. Em Curitiba, a população de pretos e pardos é superior a 20% (2010), são descendentes de africanos e índios brasileiros.

A errônea percepção, de muitos paranaenses, de que a maior parte da população de negros do Paraná veio de outras partes do Brasil deve-se ao fato de que esses negros viviam principalmente na periferia pobre ou em comunidades isoladas (quilombolas), ressabiados com a forte discriminação que existia. Mas a crescente inclusão social, por que passa o Brasil, mudou, em grande parte, a participação dos negros paranaenses em instituições do Estado, enriquecendo a cultura do Paraná.

Mais: Os Negros de Curitiba, por Rafael Greca

 

Igreja do Rosario

 

Historia Curitiba

 

Em novembro de 2015, a Prefeitura de Curitiba promoveu o Mês da Consciência Negra e Diversidade, com várias atividades culturais.

 

Sede da Sociedade Beneficente Treze de Maio na rua Clotário Portugal, 274, São Francisco. Fundada em 1889, ano seguinte da Abolição da Escravatura, é a mais antiga e tradicional instituição de cultura negra do Paraná. Inicialmente, tinha o objetivo principal de dar suporte aos escravos libertos pela Lei Áurea. Hoje, funciona como clube social e centro de cultura africana.

 

Mulher curitibana

Negro Curitiba

Maria Lata Dagua

 

Quilombolas

 

Igreja Pretos Curitiba

 

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Consciencia negra

Treze Maio Curitiba

 

 

A curitibana Enedina Alves Marques (1913-1981), a primeira engenheira do Paraná, formada em Engenharia Civil, pela Faculdade de Engenharia do Paraná, em 1945 (a Universidade do Paraná não existia na época). Em sua carreira trabalhou em projetos de engenharia em órgãos do Estado do Paraná.

 

O negro foi o primeiro elemento da população de Curitiba a ser representado iconograficamente. Nesta ilustração de 1827, Debret representou um trabalhador negro nas obras da Igreja do Rosário dos Pretos.

 

A Maria Lata d'Água, uma fonte instalada na praça José B. de Macedo, com uma reprodução da escultura de Erbo Stenzel, é um monumento a uma personagem negra do passado.

 

 

Herdeiros da Cultura Africana em Curitiba

 

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

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